Este livro deve ser saboreado, lido lentamente. Seu texto pode estar repleto de artifícios conceituais, de ardis verbais, jogos de palavras, mensagens criptografadas e de entrelinhas. Mas ele também é, certamente, um maravilhoso livro de autoterapia, pela revogação das restrições do saber.
O conhecimento dá poder e liberta.
O momento pelo qual passa a civilização mundial está envolto em rompimentos de identidade, separações conjugais, crises de consumo, tragédias pessoais, catástrofes coletivas... episódios aterrorizantes. Mas, com o exercício do otimismo, tenho insistido em acordar alguns, já que a grande maioria persiste num transe mórbido profundo.
A instituição do avesso desta inversão pela qual passa o mundo – a vivência plena do sujeito “dentro-do-espelho” – é a via do sucesso e do despertar total – o Renascimento de Narciso.