Este livro examina a formação histórica da contabilidade pública no Brasil e o processo por meio do qual seus fundamentos científicos foram sendo progressivamente esvaziados, até que o registro contábil se tornasse, em grande medida, um apêndice burocrático da rotina fiscal. A partir de uma análise crítica da legislação, das normas profissionais e da prática governamental, o autor demonstra como a fragilidade das informações patrimoniais e de custos contribuiu para a crise contemporânea de planejamento, eficiência e transparência do Estado brasileiro. A obra articula teoria, evidências empíricas e experiência prática no setor público para propor uma agenda de reconstrução institucional da contabilidade governamental, orientada pela mensuração adequada do patrimônio, pela gestão racional dos recursos e pela responsabilização técnica dos profissionais. Mais do que recuperar uma contabilidade pública que o país perdeu, o livro discute as bases informacionais do Estado que precisa nascer.